domingo, 19 de julho de 2009
Mensagem de João Pereira
Tenho muito orgulho em ter sido formador deste conjunto formidável de formandos. Foram abnegados e persistiram na obtenção do seu grande objectivo, o 12.º ano. Trabalharam muito, ao contrário do que muitos otários propalam por aí. O seu esforço foi muito meritório. No entanto, devem ter consciência que o mundo de hoje exige formação permanente e que o caminho se faz caminhando. Gostei muito de ter sido vosso formador! Até sempre!
Jantar de Fim de Curso
terça-feira, 7 de julho de 2009
Última edição de A Voz do EFA
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Ainda a propósito da Feira Solidária
O texto que abaixo publicamos foi redigido por uma formanda da turma B, por solicitação da equipa que elabora o jornal da nossa escola, o "Terra Manuelina".
Nos dias 28, 29 e 30 de Abril o Curso EFA-NS organizou uma actividade integradora com o nome “Feira Solidária”.
A actividade durou apenas três dias, no entanto, para que tudo pudesse correr pelo melhor, tivemos que trabalhar muitos mais.
Desde cartazes, folhetos, convites e planificação. Esta última foi muito importante para que todos soubessem as respectivas tarefas e não sucedem atropelos inesperados durante a feira.
Modéstia à parte, acredito que organizamos tudo muito bem, desde as encomendas de bebidas e comida, passando pelos contactos com as atracções musicais, publicidade, etc.
Como acima referido, cada um tinha um lugar específico para trabalhar.
Eram duas barracas de rifas e duas de comes e bebes, ou seja, uma barraca de cada para cada turma.
Nas barracas de rifas podíamos encontrar entre outras coisas mochilas, serviços de café, peluches, bibelôs etc.
Nas barracas dos comes e bebes tivemos desde o caldo verde, bifanas, moelas, cachorros, peixes do rio, tordos, callos e sobremesas diversas.
Os primeiros passos desta actividade foram algo hesitantes. As pessoas estavam com receio que a adesão dos freixenistas não fosse grande. No entanto, começou a feira e reparamos que às 21:30 já tínhamos esgotado a comida e o que inicialmente temíamos estava bem longe de acontecer!
As hesitações iniciais foram ultrapassadas muito por causa da nobreza do objectivo que a feira encerrava: auxiliar pessoas desfavorecidas.
Foram 3 dias em grande. O resultado final superou todas as expectativas e foi um sucesso, e ainda bem que assim foi, pois tratou-se de uma feira solidária e como o nome assim o diz é para ajudar pessoas necessitadas.
Todos nós trabalhamos, foi um excelente trabalho de equipa!
Regina Faustino
Turma B Nº 7
REFLEXÃO ACERCA DA FEIRA SOLIÁRIA
Nos dias 28, 29 e 30 de Abril o Curso EFA-NS organizou uma actividade integradora com o nome “Feira Solidária”.
A actividade durou apenas três dias, no entanto, para que tudo pudesse correr pelo melhor, tivemos que trabalhar muitos mais.
Desde cartazes, folhetos, convites e planificação. Esta última foi muito importante para que todos soubessem as respectivas tarefas e não sucedem atropelos inesperados durante a feira.
Modéstia à parte, acredito que organizamos tudo muito bem, desde as encomendas de bebidas e comida, passando pelos contactos com as atracções musicais, publicidade, etc.
Como acima referido, cada um tinha um lugar específico para trabalhar.
Eram duas barracas de rifas e duas de comes e bebes, ou seja, uma barraca de cada para cada turma.
Nas barracas de rifas podíamos encontrar entre outras coisas mochilas, serviços de café, peluches, bibelôs etc.
Nas barracas dos comes e bebes tivemos desde o caldo verde, bifanas, moelas, cachorros, peixes do rio, tordos, callos e sobremesas diversas.
Os primeiros passos desta actividade foram algo hesitantes. As pessoas estavam com receio que a adesão dos freixenistas não fosse grande. No entanto, começou a feira e reparamos que às 21:30 já tínhamos esgotado a comida e o que inicialmente temíamos estava bem longe de acontecer!
As hesitações iniciais foram ultrapassadas muito por causa da nobreza do objectivo que a feira encerrava: auxiliar pessoas desfavorecidas.
Foram 3 dias em grande. O resultado final superou todas as expectativas e foi um sucesso, e ainda bem que assim foi, pois tratou-se de uma feira solidária e como o nome assim o diz é para ajudar pessoas necessitadas.
Todos nós trabalhamos, foi um excelente trabalho de equipa!
Regina Faustino
Turma B Nº 7
terça-feira, 2 de junho de 2009
Hábitos de reciclagem dos Freixenistas
No âmbito do Núcleo Gerador Programação, os formandos da turma B do curso EFA-NS da nossa escola elaboraram e puseram no terreno um questionário destinado a estudar os hábitos de reciclagem dos freixenistas. O mesmo decorreu durante a segunda quinzena do mês de Maio, tendo sido obtidos cem inquéritos correctamente preenchidos. Claro está, só foram abordadas pessoas residentes em Freixo de Espada à Cinta. Factores tais como idade, sexo ou profissão não foram tidos em conta.
1ª Questão – Lança, ainda que raramente, lixo para o chão?
Sim – 39%
Não – 61%
2ª Questão – Faz, habitualmente, a separação dos lixos domésticos?
Sim – 24%
Não – 76%
3ª Questão – Se não, porquê?
Comodismo – 32 pessoas (42,11%)
Falta de ecoponto – 28 pessoas (36,84%)
Outra razão – 16 pessoas (21,05%)
4ª Questão – Em que contentor do ecoponto coloca o papel?
Azul – 87% [Esta é a resposta certa]
Verde – 1%
Amarelo – 5%
Não respondeu – 7%
5ª Questão – Em qual coloca o vidro?
Azul – 2%
Verde – 91% [Esta é a resposta certa]
Amarelo – 0
Não respondeu – 7%
6ª Questão – Em qual coloca os pacotes de leite?
Azul – 37%
Verde – 2%
Amarelo – 52% [Esta é a resposta certa]
Não respondeu – 9%
7ª Questão – Em qual coloca as lâmpadas fundidas?
[Esta foi uma pequena armadilha que o grupo quis colocar no questionário]
Azul – 5%
Verde – 37%
Amarelo – 7%
Não respondeu – 51% [Esta é a resposta certa]
8ª Questão – Sabe distinguir ecoponto de ecocentro?
Sim – 85%
Não – 15%
Conclusões:
1ª – Ainda há muitos freixenistas a lançarem lixo para o chão.
2ª – São muito poucos os freixenistas que fazem a separação dos lixos domésticos. É necessário sensibilizá-los para a fazerem.
3ª – Entre os que a não fazem, o comodismo é a principal justificação. Este facto é de difícil resolução. Com certeza que este comodismo também influenciou aqueles que responderam “Falta de Ecoponto”, uma vez que se conhecem ecopontos em vários pontos da vila e também nas aldeias. Não pode haver um à porta de cada qual.
4ª – Os freixenistas sabem corresponder correctamente os materiais aos respectivos contentores, principalmente no caso do papel e do vidro. Mas, mesmo no caso dos pacotes do leite, mais de metade acertou no contentor. Esta é uma questão que ainda recentemente foi alvo de sensibilização, nomeadamente a nível publicitário.
5ª – Apesar de tudo, ainda precisam de mais informação, facto evidenciado pela rasteira das lâmpadas.
6ª – A grande maioria dos freixenistas acha que sabe distinguir ecoponto de ecocentro.
Formandos da Turma B
Curso EFA-NS
sábado, 9 de maio de 2009
Países Fundadores da CEE
sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Feira Solidária
Terminou a nossa Feira.
Trabalhámos arduamente, mas acreditamos que fomos muito bem sucedidos!
A aceitação por parte dos Freixenistas foi muito boa e tivemos três dias muito concorridos.
É muito bom quando se consegue atingir o pretendido!
Muito obrigado a todos aqueles que contribuiram para a realização da nossa actividade integradora!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Jornal do EFA

Estamos em condições de descansar todos aqueles (e são muitos, mesmo muitos) que estão em pulgas para poderem deitar a mão ao segundo número do nosso jornal... Atenção!! Ele já está pronto e começa a ser distribuído durante a nossa Feira Solidária. Não terá preço de capa, mas quem quiser contribuir com alguma coisa (leia-se, alguns cêntimos ou euros) pode fazê-lo. Pedimos alguma paciência. Para a semana já o poderão desfrutar... Obrigado!
Esta montagem fotográfica foi elaborada pela formanda Elisabete Louças.
Feira Solidária
Por estes dias, andamos todos atarefados a preparar a próxima actividade integradora. Se S. Pedro resolver ajudar, cremos que vai ser algo em grande. Todos são muito bem vindos!!
Temos muita e boa comida e bebida, barracas com rifas, venda de roupas, música, jogos, etc.
Venham e divirtam-se. Ao fazê-lo, estarão a ajudar quem mais precisa!
Sejam solidários!
P.S. (Atenção! Isto é apenas um Post Scriptum): Os preços são muito, mas mesmo muito acessíveis! Quanto à qualidade da comida... Oh! disso nem se fala! Caso não acredita, venha, prove e comprove!
Apostamos que não se arrependerá!
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"SETE PASSOS"

“Sete Passos” pelas ruas de Freixo de Espada à Cinta
No tempo da Quaresma, as gentes da vila de Freixo de Espada à Cinta continuam a manter viva a tradição da procissão dos “Sete Passos”.
O ritual, único em todo o país, tem uma organização que passa de pais para filhos, não havendo espaço para a entrada de pessoas estranhas.
Quando o relógio da Torre Heptagonal assinala o primeiro batimento das doze badaladas a iluminação pública da vila é apagada, ficando todo o percurso escuro como o breu.
Dá-se então início à procissão que percorre as principais ruas da localidade, que são escolhidas ao acaso, para ver passar o ritual de Encomendação das Almas. O percurso tem início junto à porta principal da Igreja Matriz e demora cerca de duas horas.
O grupo coral que acompanha a procissão entoa um cântico dolente e penetrante, cantado em português e latim, apenas junto a igrejas e encruzilhadas.
A figura principal de toda a procissão é a “velhinha”, uma personagem vestida de negro, que percorre todo o trajecto curvada, com “cajado” na mão e com uma lanterna alimentada a azeite na outra. Outro dos elementos em destaque neste ritual é uma bota com vinho, que significa o sangue derramado de Cristo.
Há períodos da procissão em que as pessoas se aproximam da velhinha com humildade, em sinal de penitência, que dá de beber, apenas, a quem demonstre respeito e arrependimento. A identidade de quem encarna tal personagem é sempre motivo de curiosidade, já que não é fácil saber de quem se trata.
Quanto à designação “Sete Passos” é entendida como o compasso, visto que toda a procissão é efectuada ao ritmo de um compasso de sete passos, bem medidos e compassados.
Os sons das peças de ferro, presas a uma corrente e puxadas por dois homens encapuzados, que são arrastadas ao longo do trajecto tornam a via-sacra ainda mais penitente.
A última noite dos “Sete Passos” é a mais esperada por todos os freixenistas, já que nas anteriores seis sextas-feiras todas as personagens que compõem a procissão são masculinas. Na Sexta-feira Santa juntam-se às restantes personagens um grupo de mulheres, conhecidas pelas três Marias.
Esta procissão é encarada com respeito, arrependimento e penitência sentimentos característicos dos ambientes medievais que se viveram em Freixo de Espada à Cinta. Nesses tempos, esta procissão também tinha outro objectivo, era oferecer bens alimentares pela alma dos entes queridos, não existindo a agora típica velhinha, mas sim uma mesa com todos esses bens. Mais tarde, alguém se lembrou de retirar a mesa e a pessoa que quisesse ofertar seria a velhinha. Mais tarde essa típica velhinha era escolhida por alguém e não se podia recusar. Mas a velhinha ao ser escolhida sabia que provavelmente algo lhe ia acontecer de mal (ajuste de contas), pela pessoa que a convidou. Como é tradição a vila estar às escuras, a distância que separa a velhinha das vozes propiciava o cenário ideal para esse ajuste de contas, pois não haveria assim provas do crime.
Sónia Mora Rebanda
No tempo da Quaresma, as gentes da vila de Freixo de Espada à Cinta continuam a manter viva a tradição da procissão dos “Sete Passos”.
O ritual, único em todo o país, tem uma organização que passa de pais para filhos, não havendo espaço para a entrada de pessoas estranhas.
Quando o relógio da Torre Heptagonal assinala o primeiro batimento das doze badaladas a iluminação pública da vila é apagada, ficando todo o percurso escuro como o breu.
Dá-se então início à procissão que percorre as principais ruas da localidade, que são escolhidas ao acaso, para ver passar o ritual de Encomendação das Almas. O percurso tem início junto à porta principal da Igreja Matriz e demora cerca de duas horas.
O grupo coral que acompanha a procissão entoa um cântico dolente e penetrante, cantado em português e latim, apenas junto a igrejas e encruzilhadas.
A figura principal de toda a procissão é a “velhinha”, uma personagem vestida de negro, que percorre todo o trajecto curvada, com “cajado” na mão e com uma lanterna alimentada a azeite na outra. Outro dos elementos em destaque neste ritual é uma bota com vinho, que significa o sangue derramado de Cristo.
Há períodos da procissão em que as pessoas se aproximam da velhinha com humildade, em sinal de penitência, que dá de beber, apenas, a quem demonstre respeito e arrependimento. A identidade de quem encarna tal personagem é sempre motivo de curiosidade, já que não é fácil saber de quem se trata.
Quanto à designação “Sete Passos” é entendida como o compasso, visto que toda a procissão é efectuada ao ritmo de um compasso de sete passos, bem medidos e compassados.
Os sons das peças de ferro, presas a uma corrente e puxadas por dois homens encapuzados, que são arrastadas ao longo do trajecto tornam a via-sacra ainda mais penitente.
A última noite dos “Sete Passos” é a mais esperada por todos os freixenistas, já que nas anteriores seis sextas-feiras todas as personagens que compõem a procissão são masculinas. Na Sexta-feira Santa juntam-se às restantes personagens um grupo de mulheres, conhecidas pelas três Marias.
Esta procissão é encarada com respeito, arrependimento e penitência sentimentos característicos dos ambientes medievais que se viveram em Freixo de Espada à Cinta. Nesses tempos, esta procissão também tinha outro objectivo, era oferecer bens alimentares pela alma dos entes queridos, não existindo a agora típica velhinha, mas sim uma mesa com todos esses bens. Mais tarde, alguém se lembrou de retirar a mesa e a pessoa que quisesse ofertar seria a velhinha. Mais tarde essa típica velhinha era escolhida por alguém e não se podia recusar. Mas a velhinha ao ser escolhida sabia que provavelmente algo lhe ia acontecer de mal (ajuste de contas), pela pessoa que a convidou. Como é tradição a vila estar às escuras, a distância que separa a velhinha das vozes propiciava o cenário ideal para esse ajuste de contas, pois não haveria assim provas do crime.
Sónia Mora Rebanda
Coisas muito boas
Tradições gastronómicas do Carnaval e da Páscoa em Freixo
Ao contrário do que acontece com outros feriados e celebrações religiosas, a Páscoa não tem uma data fixa. Assim, no Concílio de Niceia (séc. IV d.C.) convencionou-se que a data da Páscoa fosse calculada em função da Lua, entre os dias 22 de Março e 25 de Abril. Deste modo, o domingo de Páscoa é marcado para a primeira Lua Cheia depois do início da Primavera. Sendo que a Primavera, este ano, se inicia a 20 de Março, a Lua Cheia determina que a Semana Santa se celebre entre 5 (Domingo de Ramos) e 12 de Abril (Domingo de Páscoa).
O início destas celebrações começa a seguir ao dia de Carnaval. Neste dia de folia, os crentes celebram a ocasião com uma refeição típica da nossa região, que é um cozido só à base de carne de porco. É confeccionado com o postorelho, os pés e alguns enchidos, como o salpicão de ossos. No dia seguinte, Quarta-feira de cinzas, não se pode comer qualquer tipo de carne, só peixe. Estamos no início dos quarenta dias que antecedem o Domingo de Páscoa, ou seja, a Quaresma, que para os cristãos é um período de oração, penitência e (alguma) abstinência, embora, hoje em dia, os portugueses não sejam muito rigorosos na observância destas práticas, pelo menos em comparação com os de antigamente. A título de exemplo, no passado, durante a Quaresma, havia a total proibição de ingestão de alimentos de origem animal.
A Páscoa é a festa mais importante do mundo cristão, uma vez que se celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ao contrário do que possamos pensar, a Páscoa é muito mais marcante do que o próprio Natal, já que o acontecimento determinante para o mundo cristão é celebrado na Páscoa: a ressurreição de Jesus.
A Páscoa que se celebra nos dias de hoje pouco ou nada tem a ver com a que era inicialmente celebrada tendo sido deturpada ao longo do tempo, sobretudo com a introdução de inúmeros rituais de origem pagã.
A Páscoa em Freixo de Espada à Cinta é uma época característica de presentes cerimoniais, sobretudo de índole alimentar, e os presentes da Páscoa levam o nome genérico de «folares».
O rio Douro marca o limite da difusão de um tipo de folar “empada”. Freixo de Espada à Cinta, situado em Trás-os-Montes, não deixa de ter também a sua tradição da empada. É uma massa normal, feita com farinha, ovos, leite, manteiga e azeite, que encerra pedaços de carne de porco, presunto e rodelas de salpicão, cozidos dentro de massa, que junto deles fica mais tenra com a gordura que deles se desprende. Há, ainda, uma empada que também contempla o azeite como ingrediente, sendo também muito apreciada. Tal como a anterior, também é enriquecida com carne. Somos a única zona de Trás-os-Montes em que as empadas são achatadas e rectangulares. As empadas em Freixo são feitas no forno onde normalmente se coze o pão. E muito próximo ao domingo de Páscoa.
Além de fazer as empadas, os Freixenistas aproveitavam o forno a lenha para fazerem os bolos dormidos, os matrafões e os fidalguinhos, que também são bolos tradicionais da Páscoa.
Para as refeições de domingo de Páscoa, qualquer pessoa tem um bocadinho de cabrito para assar no forno.
A partir dos anos cinquenta, criou-se o hábito de, na segunda-feira de Páscoa, se ir comer o folar para a Matança, sobretudo desde que as obras da barragem espanhola do Saltinho (Salto) se iniciaram. Chama-se a isto desfazer o folar. Assim, aproveitando o bom tempo que normalmente se faz sentir, de posse de uma boa merenda (antigamente, mais na Matança, hoje, mais na Congida) as gentes de Freixo vão comer ao ar livre. O repasto é constituído por carnes assadas, não faltando o cabrito, mas, desta vez, não assado no forno, mas sim na brasa, muitas variedades de sobremesas e bebidas. É um dia de folia e só termina ao cair da noite. Foi assim que nasceu o feriado municipal, até porque ninguém ficava em casa....
Elisabete Louças
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Editorial do 2º número de "A Voz do EFA"
Eis que chega às vossas mãos o segundo número de “A Voz do EFA”. Foi feito com gosto e entusiasmo e ambiciona ser do vosso agrado.
O presente número do nosso jornal é dedicado a três temas: a amendoeira, a seda e as tradições religiosas e pagãs vividas em Freixo, entre o Carnaval e a Páscoa.
Vivemos neste cantinho de Portugal e, apesar de não estarmos à beira-mar, também aqui somos um jardim plantado. Em Março, somos visitados por milhares de pessoas que, para além da boa gente e da boa comida, vêm para ver o deslumbrante manto florido proporcionado pelas amendoeiras. Espectáculo arrebatador que nos é providenciado pela mãe natureza em conjunto com o labor das mãos humanas. O fruto dessa divina árvore é muito utilizado na gastronomia, particularmente na doçaria. Aqui vos deixamos três receitas para que possam levar a amêndoa à vossa mesa. Pena é que nem tudo vá bem com esta produção, pois, por exemplo, não é fácil competir com os grandes produtores, nomeadamente a Califórnia, responsável por 95 % da produção mundial de amêndoa.
Mas Freixo também está reconhecidamente ligado à produção da seda. A entrevista deste número é dedicada a este tema. Quem se dispuser a lê-la por certo irá aprender algo de novo sobre esta arte tão antiga.
Finalmente, resolvemos incluir neste número uns apontamentos sobre algumas das tradições que, nesta quadra que medeia entre o Carnaval e a Páscoa, se vivem em Freixo de Espada à Cinta. Aqui surgem, por exemplo, o “Enterro do Entrudo”, os “Sete Passos” ou, ainda, o rebentamento do Judas.
Freixo é uma terra com fortes tradições, algumas delas bem curiosas e próprias daqui. Consideramos que elas merecem e deveriam ser alvo de uma mais profusa divulgação, pois isso atrairia ainda mais visitantes a este belo recanto da lusitana terra.
O presente número do nosso jornal é dedicado a três temas: a amendoeira, a seda e as tradições religiosas e pagãs vividas em Freixo, entre o Carnaval e a Páscoa.
Vivemos neste cantinho de Portugal e, apesar de não estarmos à beira-mar, também aqui somos um jardim plantado. Em Março, somos visitados por milhares de pessoas que, para além da boa gente e da boa comida, vêm para ver o deslumbrante manto florido proporcionado pelas amendoeiras. Espectáculo arrebatador que nos é providenciado pela mãe natureza em conjunto com o labor das mãos humanas. O fruto dessa divina árvore é muito utilizado na gastronomia, particularmente na doçaria. Aqui vos deixamos três receitas para que possam levar a amêndoa à vossa mesa. Pena é que nem tudo vá bem com esta produção, pois, por exemplo, não é fácil competir com os grandes produtores, nomeadamente a Califórnia, responsável por 95 % da produção mundial de amêndoa.
Mas Freixo também está reconhecidamente ligado à produção da seda. A entrevista deste número é dedicada a este tema. Quem se dispuser a lê-la por certo irá aprender algo de novo sobre esta arte tão antiga.
Finalmente, resolvemos incluir neste número uns apontamentos sobre algumas das tradições que, nesta quadra que medeia entre o Carnaval e a Páscoa, se vivem em Freixo de Espada à Cinta. Aqui surgem, por exemplo, o “Enterro do Entrudo”, os “Sete Passos” ou, ainda, o rebentamento do Judas.
Freixo é uma terra com fortes tradições, algumas delas bem curiosas e próprias daqui. Consideramos que elas merecem e deveriam ser alvo de uma mais profusa divulgação, pois isso atrairia ainda mais visitantes a este belo recanto da lusitana terra.
terça-feira, 31 de março de 2009
Feira Solidária
quarta-feira, 18 de março de 2009
Freixenistas contentes
Os Freixenistas estão satisfeitos com oferta de equipamentos culturais e de lazer do seu concelho
No âmbito do Núcleo Gerador “Equipamentos e Sistemas Técnicos”, da Área de Competência Chave de Cultura, Língua e Comunicação, a turma B do Curso EFA (Educação e Formação de Adultos) realizou um inquérito sobre a oferta de equipamentos culturais e desportivos em Freixo de Espada à Cinta, bem como o nível de utilização que lhes é dado pelos freixenistas. O inquérito decorreu na primeira quinzena de Fevereiro. Para o efeito, foram inquiridas noventa e cinco pessoas, todas com mais de dezoito anos e com residência em Freixo.
1ª Questão: Acha suficiente a oferta de equipamentos culturais em Freixo?
69,47 % respondeu que sim.
29,47 % respondeu que não.
1,05 % não sabe ou não respondeu.
2ª Questão: Costuma utilizar os equipamentos culturais ou desportivos existentes em Freixo?
63,16 % respondeu que utiliza os equipamentos.
36,84 % respondeu que não utiliza os equipamentos.
3ª Questão: Se sim, quais?
Equipamentos
Utilizadores
1º Gimnodesportivo (incluindo o ginásio com os aparelhos)
40
2º Auditório Municipal
27
3º Biblioteca Municipal
12
4º Piscinas
4
5º Museus
1
6º Parque Infantil
1
4ª Questão: Qual a periodicidade da sua utilização?
Periodicidade
Nº de inquiridos
Diária
8
Duas ou três vezes por semana
12
Semanal
20
Quinzenal
1
Mensal
15
Raramente
4
Não sabe responder
6
5ª Questão: Quais são os equipamentos culturais ou desportivos que mais falta fazem a Freixo?
Equipamentos
Nº de inquiridos
Piscina com aulas de natação e hidroginástica
9
Academia de dança (incluindo danças de salão)
21
Academia de ginástica
4
Escola de música
16
Parque desportivo com campo de futebol relvado (sintético ou natural)
11
Salão de convívio para idosos
3
Salão de jogos comunitário
3
Coreto para a banda
1
Recinto para desportos radicais
1
Circuito de manutenção
3
Arquivo municipal
3
Parque infantil mais moderno no jardim da vila
2
Atelier de pintura e bordados
1
Rádio local
2
Pavilhão multiusos
1
Os que existem chegam, mas deviam ter melhor qualidade
3
No âmbito do Núcleo Gerador “Equipamentos e Sistemas Técnicos”, da Área de Competência Chave de Cultura, Língua e Comunicação, a turma B do Curso EFA (Educação e Formação de Adultos) realizou um inquérito sobre a oferta de equipamentos culturais e desportivos em Freixo de Espada à Cinta, bem como o nível de utilização que lhes é dado pelos freixenistas. O inquérito decorreu na primeira quinzena de Fevereiro. Para o efeito, foram inquiridas noventa e cinco pessoas, todas com mais de dezoito anos e com residência em Freixo.
1ª Questão: Acha suficiente a oferta de equipamentos culturais em Freixo?
69,47 % respondeu que sim.
29,47 % respondeu que não.
1,05 % não sabe ou não respondeu.
2ª Questão: Costuma utilizar os equipamentos culturais ou desportivos existentes em Freixo?
63,16 % respondeu que utiliza os equipamentos.
36,84 % respondeu que não utiliza os equipamentos.
3ª Questão: Se sim, quais?
Equipamentos
Utilizadores
1º Gimnodesportivo (incluindo o ginásio com os aparelhos)
40
2º Auditório Municipal
27
3º Biblioteca Municipal
12
4º Piscinas
4
5º Museus
1
6º Parque Infantil
1
4ª Questão: Qual a periodicidade da sua utilização?
Periodicidade
Nº de inquiridos
Diária
8
Duas ou três vezes por semana
12
Semanal
20
Quinzenal
1
Mensal
15
Raramente
4
Não sabe responder
6
5ª Questão: Quais são os equipamentos culturais ou desportivos que mais falta fazem a Freixo?
Equipamentos
Nº de inquiridos
Piscina com aulas de natação e hidroginástica
9
Academia de dança (incluindo danças de salão)
21
Academia de ginástica
4
Escola de música
16
Parque desportivo com campo de futebol relvado (sintético ou natural)
11
Salão de convívio para idosos
3
Salão de jogos comunitário
3
Coreto para a banda
1
Recinto para desportos radicais
1
Circuito de manutenção
3
Arquivo municipal
3
Parque infantil mais moderno no jardim da vila
2
Atelier de pintura e bordados
1
Rádio local
2
Pavilhão multiusos
1
Os que existem chegam, mas deviam ter melhor qualidade
3
domingo, 15 de março de 2009
Orgulho nos formandos
Em Abril de 2008 arrancou, na nossa Escola, o Curso EFA (Educação e Formação de Adultos), nível secundário. Em boa hora isso sucedeu. É de louvar o empenho que as pessoas que presidem aos destinos da EB 2,3 de Freixo demonstraram em ter cá este tipo de formação.
Neste momento, quando estamos a poucos meses do fim da formação, é de relevar o estoicismo daqueles que estão na antecâmara da obtenção do 12º ano de escolaridade. Não é fácil vir cinco dias por semana, quatro horas por dia, em regime pós-laboral, para a escola e demonstrar o empenho que eles reiteradamente exibem. Como seu formador, devo dizer que tenho orgulho neles e considero-os um exemplo de perseverança.
Ao contrário do que algumas vozes mal informadas propalam, este curso não é uma brincadeira, não é um convívio que se prolonga por mais de um ano, nem sequer um passeio pelo parque. São exigidos aos formandos muitos trabalhos, a realização de muitas aprendizagens e a demonstração cabal de variadíssimas competências. Se tivesse o grau de dificuldade que a maledicência levianamente difunde, o número de formandos seria, seguramente, muito superior.
Por fim, uma palavra de reconhecimento para os familiares dos nossos formandos. De certa maneira, também eles viram alterada a costumada rotina e tiveram que introduzir algumas alterações no seu quotidiano. Esta referência é de agradecimento e pretende, também, ser um incentivo para que continuem a apoiar os seus denodados familiares.
João Pereira, formador do Curso EFA.
Neste momento, quando estamos a poucos meses do fim da formação, é de relevar o estoicismo daqueles que estão na antecâmara da obtenção do 12º ano de escolaridade. Não é fácil vir cinco dias por semana, quatro horas por dia, em regime pós-laboral, para a escola e demonstrar o empenho que eles reiteradamente exibem. Como seu formador, devo dizer que tenho orgulho neles e considero-os um exemplo de perseverança.
Ao contrário do que algumas vozes mal informadas propalam, este curso não é uma brincadeira, não é um convívio que se prolonga por mais de um ano, nem sequer um passeio pelo parque. São exigidos aos formandos muitos trabalhos, a realização de muitas aprendizagens e a demonstração cabal de variadíssimas competências. Se tivesse o grau de dificuldade que a maledicência levianamente difunde, o número de formandos seria, seguramente, muito superior.
Por fim, uma palavra de reconhecimento para os familiares dos nossos formandos. De certa maneira, também eles viram alterada a costumada rotina e tiveram que introduzir algumas alterações no seu quotidiano. Esta referência é de agradecimento e pretende, também, ser um incentivo para que continuem a apoiar os seus denodados familiares.
João Pereira, formador do Curso EFA.
Subscrever:
Comentários (Atom)







.jpg)







